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Equipe da Beneficência realiza Neurocirurgia inédita no novo Centro Cirúrgico

Altamente complexa, delicada e com duração de quatro horas. Essa foi a neurocirurgia inédita que ocorreu no Centro Cirúrgico da Beneficência Portuguesa de Pelotas.

O tratamento da malformação vascular intracraniana com o auxílio do neuronavegador, foi executado pelos neurocirurgiões Dr. Alfredo Zauk e Dr. Eduardo Zauk. Contou com a colaboração

de mais outros 8 profissionais que atuaram na equipe assistencial.

Concluída com êxito, a cirurgia ocorreu como o esperado pelos especialistas e foi realizada no novo Centro Cirúrgico da Beneficência, que oferece toda a estrutura necessária para qualquer procedimento, seja ele do mais minimamente invasivo até mesmo os mais complexos como neste caso. A cirurgia inédita foi realizada em um paciente jovem que 48 horas após o procedimento já estava em casa.

O procedimento, denominado Craniotomia, foi feito por causa de uma malformação vascular, um subtipo dessas malformações que são os cavernomas, cuja manifestação clínica se faz através de crises convulsivas ou sangramentos. A cirurgia foi inédita dentro da Beneficência Portuguesa de Pelotas, na especialidade de Neurocirurgia.

Além dos equipamentos já dispostos dentro do hospital, estava agregado um neuronavegador, aparelho que dá alta precisão no transoperatório, como neste caso, em lesões pequenas, sejam elas “corticais” da superfície do cérebro ou na profundidade. Ele também permite que o médico tenha a localização precisa da

lesão, além de permitir uma ressecção completa da lesão e com prognóstico extremamente favorável para o paciente.

Neste caso específico, foram necessárias algumas horas de cirurgia para concluir o procedimento. Segundo o Dr. Eduardo

Zauk, o ato cirúrgico compete desde um preparo pré operatório, exames de imagem, segurança, com avaliação médica, cardiológica e anestésica. “Acredita-se que com todo armamentário possível com a capacidade técnica que se dispõe o paciente tem uma alta capacidade de cura, e provavelmente dentro de 24h/48h o paciente vai para o quarto conversando, orientado, coerente. e evidentemente sempre prezando preservando por todas as funções neurológicas, força, fala e a cognição como um todo”, relatou o médico antes de iniciar o procedimento. E o final foi ainda melhor: em 48 horas o paciente já estava em casa.

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